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31/10/2017 - 12:10hs
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Exportadores de petróleo crescerão menos

Relatório do FMI sobre Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão afirma que países da região exportadores de petróleo crescerão 1,7% neste ano, enquanto os importadores vão avançar 4,3%.



São Paulo –Os países do Oriente Médio e Norte da África que importam petróleo crescerão mais neste ano e no próximo do que aqueles que exportam a commodity na região. Os exportadores enfrentam problemas de orçamento em função dos preços baixos do produto, segundo um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta terça-feira (31) sobre a região. O documento inclui também Afeganistão e Paquistão e se refere à área como MENAP.

O relatório contém um panorama econômico e afirma que as perspectivas regionais permanecem subjugadas em função da cotação baixa do petróleo e dos conflitos locais. Também diz que os países devem direcionar o crescimento para dar bases mais sólidas a suas finanças públicas, acelerar as reformas geradoras de empregos e diversificar as economias.

“Prevemos que o crescimento aumente gradualmente na maioria das economias MENAP a médio prazo, mas permanecerá abaixo do que é necessário para enfrentar o alto desemprego na região e elevar o padrão de vida para todos”, disse em material divulgado o diretor do Departamento de Oriente Médio e Ásia Central do FMI, Jihad Azour.

O crescimento dos países da região exportadores de petróleo deve ficar em 1,7% neste ano e em 3% no ano que vem, enquanto que o PIB das nações importadoras da commodity avançará 4,3% em 2017 e 4,4% em 2018, segundo a projeção do FMI. No Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) o crescimento esperado é de 0,5% neste ano e 2,2% no ano que vem.

O órgão afirma que, apesar dos progressos conseguidos, os valores do petróleo mantiveram o déficit fiscal grande entre muitos países exportadores do produto. De acordo com o FMI, o déficit orçamental deles saiu de 1,1% do PIB em 2014 para 10,6% do PIB em 2016. O percentual já deve ser reduzido pela metade este ano devido uma recuperação modesta dos preços e dos esforços dos países para conter o saldo negativo das suas contas.

O FMI lembra, porém, que como os preços do petróleo devem permanecer na faixa dos US$ 50 a US$ 60 o barril, os exportadores precisarão sustentar – alguns intensificar – seus esforços pela redução do déficit. No começo de 2014, antes do início do declínio dos preços, o barril de petróleo ultrapassava US$ 100.

Sobre os países da MENAP que importam petróleo, o fundo afirma que eles continuam a brigar com receitas insuficientes e aumento de despesas correntes. A dívida pública está em mais de 50% do PIB na maioria deles, segundo o FMI. O fundo sugere que eles se concentrem na obtenção de maiores receitas e redução de gastos, enquanto mantenham os gastos sociais e os investimentos direcionados ao crescimento.

Todos os países da região devem aproveitar a oportunidade do fortalecimento da economia global para implementar reformas que possam gerar mais empregos, diz o fundo. “Os países precisam das reformas para enfrentar o seu já alto desemprego e absorver os mais de 26 milhões de jovens que devem entrar no mercado de trabalho até 2022”, afirma o FMI.

Os governos têm papel importante no fortalecimento do setor privado, melhora do ambiente de negócios, da transparência, da responsabilidade de instituições públicas e do acesso ao financiamento, segundo o FMI. O fundo também pede o investimento em educação para que a força de trabalho local esteja melhor preparada.

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