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08/11/2017 - 13:05hs
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Atividade agrícola deve impulsionar PIB do Marrocos

Economia marroquina crescerá 4,4% neste ano, segundo projeção de equipe do FMI que concluiu visita ao país nesta terça-feira (07). Avanço será sobre ano passado, quando houve forte seca local.



São Paulo – A economia marroquina deve crescer 4,4% neste ano, impulsionada principalmente pela recuperação da atividade agrícola, segundo um panorama sobre o Marrocos divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) com base em uma visita concluída nesta terça-feira (07) ao país.

Fadel Senna/AFP

Cultivo de morangos: país produz frutas

A agropecuária responde por cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB) do Marrocos e emprega quase 40% da força de trabalho. O país produz, na área agrícola, cevada, trigo, frutas, vegetais, azeitonas, cria gado e fabrica vinho.

De acordo com declarações do conselheiro Nicolas Blancher, que liderou ao missão de duas semanas ao Marrocos, a recuperação da agricultura se dará sobre o ano passado, quando o país árabe enfrentou uma seca.

O material do FMI afirma que o déficit em conta corrente deverá ficar em 3,9% do PIB neste ano, impulsionado pelo aumento das exportações, que compensará os preços baixos do petróleo – o país exporta seus derivados – e as importações sustentadas de bens de capital.

De acordo com Blancher, nos últimos anos o Marrocos se beneficiou da continuação de políticas macroeconômicas prudentes e reformas estruturais adotadas, e houve melhoria da gestão fiscal e diversificação econômica, o que tornaram a economia local mais resiliente. Mas há onde avançar.

“Ainda há muito a fazer para alcançar um crescimento maior, sustentável e mais inclusivo”, afirmou o conselheiro, lembrando, porém, que a taxa de desemprego entre os jovens é próxima aos 10%. Ressaltando reformas estruturais significativas já feitas, ele diz que é necessário acelerá-las para ganhar produtividade e empregos e aumentar o potencial econômico.

Para o conselheiro Blancher, as prioridades no país árabe do Norte da África são melhorar a qualidade do sistema educacional, o funcionamento do mercado de trabalho, a participação das mulheres na força de trabalho e fortalecer as medidas para melhoria do ambiente empresarial.

No ano que vem o crescimento econômico do país deverá diminuir em função da base de comparação elevada em 2017 no setor agrícola, mas espera-se que no médio prazo, com o seguimento da implementação das reformas, o avanço do PIB atinja a casa dos 4,5%.

As perspectivas, porém, estão sujeitas a riscos internos e externos, como atraso nas reformas, crescimento menor que o esperado nas economias avançadas e emergentes, preços da energia, tensões geopolíticas e volatilidade nos mercados financeiros globais.

Para o ano que vem, a equipe do FMI que visitou o Marrocos espera que o déficit fiscal seja reduzido ainda mais, para 3% do PIB, com reforço de receitas e contenção de gastos. A reforma fiscal também deve reduzir a dívida pública para 60% do PIB até 2021, ante 64,3% em 2017.

A visita do FMI ao país árabe faz parte de uma terceira revisão de um empréstimo acertado pelo Marrocos com o organismo em julho do ano passado, pela Linha de Precaução e Liquidez (PLL), no valor total de US$ 3,5 bilhões, que terá sua liberação concluída na metade de 2018.

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