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06/12/2017 - 18:06hs
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Exportações de calçados caíram em novembro

Brasil embarcou o equivalente a US$ 83,4 milhões, um recuo de 0,9% sobre o mesmo mês do ano passado. Emirados são um dos principais mercados.



São Paulo – A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) informou que a exportação de calçados brasileiros sofreu queda de 0,9% em novembro sobre o mesmo mês do ano passado, para US$ 83,43 milhões. Foram embarcados 9,88 milhões de pares, um recuo de 10,6% na mesma comparação.

Divulgação

Emirados estão entre os países que mais importam do Brasil

Entretanto, no acumulado de janeiro a novembro, as exportações cresceram 11,9% em relação ao valor do mesmo período do ano passado, e o volume exportado teve aumento de 2,1%. Nestes 11 meses foram embarcados 109,86 milhões de pares, o equivalente a US$ 973,58 milhões para todo o mundo.

Os Emirados Árabes Unidos estão entre os países que mais importam calçados brasileiros. No acumulado de 11 meses, foram quase 1,2 milhão de pares, contabilizando US$ 11,28 milhões, uma queda de 19% no valor em relação ao mesmo período de 2016.

Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, os resultados de novembro são reflexo do encarecimento do calçado brasileiro, que sofreu variação de preço médio de US$ 7,60 para US$ 8,50 no último ano.

“Com a valorização recente do real sobre o dólar, nosso calçado ficou com preço menos competitivo, o que tem impacto direto nas exportações, especialmente para países mais sensíveis a preço, caso dos Estados Unidos”, explicou ele, segundo comunicado da entidade.

Os Estados Unidos são os principais importadores do calçado brasileiro e têm comprado cada vez menos desde o início do ano. De janeiro a novembro, os norte-americanos importaram 9,88 milhões de pares por US$ 170,18 milhões, representando uma queda de 12,7% em receita no comparativo com o mesmo período do ano passado.

Os maiores estados exportadores de calçados seguem sendo o Rio Grande do Sul, Ceará e São Paulo, nesta ordem. O Rio Grande e o Ceará tiveram alta na receita e no volume; somente São Paulo registrou queda de 18% no volume, porém, teve alta de 8% na receita no acumulado do ano.

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