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20/12/2017 - 16:02hs
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Ministro egípcio e Câmara Árabe lançam conselho

O presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun, e o CEO, Michel Alaby, tiveram encontro com o ministro do Comércio e Indústria, Tarek Kabil, em São Paulo, e definiram lançamento do Conselho Empresarial Brasil-Egito.



São Paulo – Lideranças da Câmara de Comércio Árabe Brasileira tiveram encontro nesta terça-feira (19) com o ministro do Comércio e Indústria do Egito, Tarek Kabil, e definiram o lançamento do Conselho Empresarial Brasil-Egito a partir desta quarta-feira (20). O ministro passou pela capital paulista a caminho de reunião do Mercosul em Brasília, e se encontrou com o presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun, e o diretor-geral da entidade, Michel Alaby.

Mohamed Hassanein/Câmara Árabe

Ministro (esq. ao centro) recebeu representantes da Câmara Árabe

O conselho empresarial já foi composto. Ele é formado por representantes de empresas e entidades setoriais dos dois países com o propósito de trabalhar para aumentar o relacionamento entre os mercados. Com Tarek Kabil, Alaby e Hannun decidiram fazer o lançamento oficial da iniciativa por meio da sua divulgação no Brasil, pela Câmara Árabe, e no Egito, pelo ministro.

O encontro deu o pontapé para a operacionalização do conselho, que terá uma primeira reunião no Egito antes de abril do próximo ano e um segundo encontro em abril, no Brasil, no Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, que será promovido pela Câmara Árabe com apoio da União das Câmaras Árabes e da Liga Árabe. Kabil foi convidado para o fórum e ficou de estudar como será a participação egípcia.

Na reunião com os líderes da Câmara Árabe, o ministro falou sobre a necessidade de equilibrar a balança comercial entre Egito e Mercosul, hoje favorável para o bloco-sul americano. De acordo com Hannun, o conselho poderá ajudar trabalhando para equilibrar o comércio entre o Brasil e o Egito. “Os empresários brasileiros precisam conhecer mais os produtos egípcios”, disse Hannun à ANBA após o encontro. Na outra ponta isso também ocorre, os egípcios conhecem pouco os produtos brasileiros.

Entre janeiro e novembro deste ano, o Brasil teve receita de US$ 2,2 bilhões com exportações ao mercado egípcio, enquanto que os egípcios tiveram faturamento de US$ 147 milhões com embarques ao Brasil. Os brasileiros exportam ao Egito principalmente açúcar, carne bovina, milho e carne de frango, produtos essenciais para a segurança alimentar egípcia, e os egípcios vendem ao Brasil principalmente fertilizantes, também essenciais para a agricultura brasileira.

Mohamed Hassanein/Câmara Árabe

Kabil (centro) quer equilíbrio na balança

No encontro com Kabil, o presidente da Câmara Árabe falou de algumas ações que já estão sendo feitas por esse balanceamento do comércio, como o convite para empresas egípcias exporem seus produtos na Feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), em maio de 2018, e a participação de companhias brasileiras do setor têxtil na feira Destination Africa, que ocorreu em novembro e onde houve rodadas de negócios com fornecedores egípcios do setor.

O Conselho Empresarial Brasil-Egito é composto, pelo lado brasileiro, por entidades setoriais como a Abiec, de carnes bovinas, a ABBA, associação da área de alimentos e bebidas, a Abics, de café solúvel, a ABPA, de proteína animal, a Oliva, de azeites, e a empresa BRF, de carnes. O grupo foi formado com representantes de setores brasileiros que têm comércio com o Egito ou interesse no mercado de lá.

De acordo com Alaby, na reunião o ministro também manifestou a vontade de que seu país exporte para o Brasil medicamentos para hepatite C. A Câmara Árabe se comprometeu a trabalhar para que isso aconteça. Tarek Kabil falou ainda na reunião sobre alguns produtos que o Egito quer exportar para o Brasil, como alho, laranja (durante a entressafra brasileira) e uvas, cujo comércio depende ainda de alguns desentraves.

Em sua participação na reunião do Mercosul, o ministro egípcio ficou de pedir a aceleração das desgravações de produtos incluídos no acordo entre Egito e Mercosul, assinado recentemente. Ele contou para os representantes da Câmara Árabe que pediria para que os produtos das listas C e D, cujo prazo para queda de tarifas é de oito e dez anos, respectivamente, passem para as listas A e B, a primeira com entrada imediata em vigor e a segundo em quatro anos.

Mohamed Hassanein/Câmara Árabe

Alaby, Hannun e Mansour: cooperação

O presidente da Câmara Árabe contou que a conversa com o ministro deu continuidade a uma primeira reunião ocorrida em fevereiro deste ano. Na ocasião, Hannun esteve com Kabil e também com outras lideranças egípcias no Cairo.

Depois do encontro em fevereiro foram tomadas uma série de iniciativas para acelerar as relações econômicas entre Brasil e Egito, entre elas a promoção de um fórum sobre o acordo Egito-Mercosul, a tradução e divulgação entre empresas brasileiras da nova lei de investimentos egípcia e a composição do Conselho Empresarial Brasil-Egito. Foi neste período que entrou em vigor o tratado de livre comércio com o Mercosul.

Também participou do encontro com o ministro o assessor de projetos especiais da Câmara Árabe, Tamer Mansour, integrantes do governo egípcio que acompanham o Kabil e o cônsul Mohamed Elkhatib, chefe do escritório comercial do Egito em São Paulo.

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