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30/01/2018 - 07:00hs
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Fim do embargo abre oportunidades no Sudão

Estados Unidos levantaram embargo econômico ao país africano em outubro do ano passado. Segundo a embaixada sudanesa em Brasília, há interesse em parcerias no setor aeronáutico.



André Barros/ANBA

Mustafa (esq.), Alaby (centro) e Yousif (dir.): visita à Câmara Árabe

São Paulo – O fim do embargo econômico ao Sudão, levantado pelos Estados Unidos em outubro do ano passado, abriu oportunidades de investimentos e de exportação de produtos brasileiros no país africano. A expectativa da embaixada do Sudão em Brasília é aumentar a corrente comercial entre os dois países, que no ano passado somou pouco mais de US$ 42 milhões, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Nesta segunda-feira (29), Abdelmoniem Yousif, novo conselheiro da embaixada, e Khalid Mustafa, que deixa o cargo após dois anos para retornar ao seu país natal, estiveram reunidos com o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, o diretor geral da entidade, Michel Alaby, e o assessor de projetos especiais, Tamer Mansour, em São Paulo. Em entrevista à ANBA, o conselheiro contou que o Sudão tem interesse especial na indústria aeronáutica brasileira.

“Nós temos a Sudan Airways e buscamos uma cooperação com a Embraer”, afirmou o conselheiro, sem fornecer detalhes. A área de logística, segundo ele, oferece muitas oportunidades de investimento, tanto na área aeronáutica, quanto marítima e ferroviária.

Os conselheiros destacaram que o país possui projetos prontos, em busca de investidores, em diversos setores. Segundo eles, o Ministério do Desenvolvimento local e as secretarias estaduais podem auxiliar os interessados. Há oportunidades nas áreas de mineração, agricultura, ovinocultura e telecomunicações, além da já citada logística.

No que diz respeito a exportações do Sudão para o Brasil, os conselheiros citaram o óleo de gergelim, a goma arábica e o hibisco como produtos com grande potencial. No sentido contrário, veem nas máquinas agrícolas, equipamentos ferroviários, aviões, açúcar e produtos farmacêuticos e veterinários como boas opções aos empresários brasileiros.

“Queremos exportar mais ao Brasil”, destacou Mustafa. No ano passado, as importações brasileiras de produtos do Sudão somaram pouco mais de US$ 500 mil, de acordo com dados do MDIC compilados pela Câmara Árabe – uma redução de 45% na comparação com 2016.

Feira de Cartum

Segunda-feira (29) foi também o último dia da Feira Internacional de Cartum, na capital sudanesa. Em uma semana, o estande brasileiro, patrocinado pela Câmara Árabe, recebeu boa visitação. “Em especial nos últimos dois dias”, destacou Fernanda Baltazar, executiva de negócios internacionais da entidade, presente todos os dias na feira.

Câmara Árabe

Estande brasileiro na feira de Cartum

Além da presença institucional da Câmara Árabe, uma importadora local ocupou os 15m² do estande Brasil, representando quatro marcas brasileiras: Fame, fabricante de chuveiros elétricos; Baterias Moura; Mundial, fabricante de tesouras e facas; e Mondial, fabricante de eletrodomésticos como ventiladores e baterias.

Segundo Fernanda, a Moura fechou um contêiner que chegará nas próximas semanas ao Sudão. A aceitação às outras marcas também foi positiva: “A Fame exporta chuveiros desde 2015 e essa participação ajudou a consolidar a ideia de chuveiros elétricos, item que não é muito comum no Sudão. No geral, o produto brasileiro é bem conhecido e muito forte por aqui”, contou.

A executiva da Câmara Árabe disse que autoridades sudanesas, como o vice-presidente e ministros, visitaram o estande do Brasil na feira. “A participação na Feira de Cartum faz muito sentido, pois temos produtos muito procurados e bem aceitos pelo público local”, resumiu.

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