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27/05/2016 - 07:00hs
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Brasil exporta mais arroz para Arábia Saudita

Entre janeiro e abril, país árabe importou 6% mais do que no mesmo período do ano passado. No geral, exportações cresceram 10,9% no mesmo período.



São Paulo - As exportações brasileiras de arroz para a Arábia Saudita cresceram 6% entre janeiro e abril deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços organizados pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira mostram que nos quatro primeiros meses deste ano foram exportados US$ 1,83 milhão em arroz ao país árabe. No mesmo período do ano passado, foram US$ 1,73 milhão. A quantidade aumentou 20,7%, ao subir de 2,99 mil toneladas nos quatro primeiros meses de 2015 para 3,61 mil toneladas entre janeiro e abril deste ano.

A Abiarroz e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) desenvolvem em parceria o projeto Brazilian Rice, de promoção do arroz brasileiro no exterior. O gestor do projeto, Gustavo Ludwig, afirmou à ANBA que as exportações de arroz aos sauditas estão em crescimento como resultado das ações de promoção feitas pelo Brazilian Rice, como a participação na feira de alimentos Gulfood, em Dubai, há quatro anos.

“Antes de 2012 as exportações para a Arábia Saudita eram zero, não tínhamos negócios lá. Em 2012 começamos a participar da Gulfood com empresas e a realizar rodadas de negócios. A partir de então, as empresas começaram a receber pedidos. Esse crescimento nas vendas é resultado do projeto, pois todas as exportações foram feitas por empresas que participam do Brazilian Rice”, disse.

Ludwig afirmou que as vendas aos países árabes deverão continuar a crescer nos próximos porque há um grande potencial na região, principalmente na Arábia Saudita, um mercado que é considerado prioritário pelo projeto da Abiarroz e da Apex-Brasil. Mercados prioritários são aqueles que recebem mais ações de promoção do produto brasileiro por meio do projeto. Outros mercados alvo definidos pelo Brazilian Rice são Estados Unidos, Peru, Angola, África do Sul e Panamá.

“Deveremos, neste ano, visitar a feira Foodex Saudi (do setor de alimentação em Jeddah, na Arábia Saudita) e avaliar a possibilidade de participar dela como expositores no próximo ano”, afirmou Ludwig. Além da Arábia Saudita, os produtores brasileiros exportam para Emirados Árabes, Argélia, Omã e Jordânia, mas ainda em pequena quantidade.

No geral, as exportações brasileiras de arroz somaram US$ 108,2 milhões entre janeiro e abril, valor 10,9% superior ao do mesmo período do ano passado. Em volume, o crescimento foi de 50,9% e chegou a 331,4 mil toneladas.

“Essas vendas cresceram em razão das ações do projeto, mas também da cotação do dólar, que chegou a R$ 4 no começo do ano e favoreceu. O Brasil está cada vez mais sendo visto como um grande produtor mundial de arroz”, afirmou Ludwig.

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