28/07/2010 - 15:07
Agronegócio
Países árabes testam videiras da Embrapa
A empresa tem contrato de cooperação com a espanhola Special New Fruit Licencing Mediterraneo, que está testando no Egito e Marrocos a produção de uvas sem sementes desenvolvidas no Brasil.
Uvas sem semente estão entre os diferenciais de videiras da Embrapa
O material propagativo de árvores frutíferas que a Embrapa está enviando a outros países inclui sementes, mudas, estacas no caso das uvas – as denominações variam de acordo com a planta. As plantas têm diferenciais em relação ao produto convencional. Os adicionais oferecem desde vantagens ao produtor, no caso de o fruto ser mais resistente a determinada doença ou da árvore dar frutos na entressafra, até ao varejista, quando o produto tem menor perecibilidade, e ao consumidor, no caso, por exemplo, de a fruta ser mais doce.
A cultivar pode oferecer vantagens ao produtor, ao varejista ou ao consumidor, ou também aos três de uma vez. Raul afirma ainda que as diferenças destas fruteiras desenvolvidas pela Embrapa podem ser na variação de tamanho, consistência da fruta, tempo em que a uva permanece no cacho sem cair, entre outros. De acordo com Raul, a Embrapa tem ainda outras nove demandas, de países da África, Europa e América Central, para envio de material propagativo de fruteiras, mas está avaliando as operações.
De acordo com ele, como esse processo envolve material propagativo que tem proteção intelectual, é preciso verificar bem a seriedade das empresas que os recebem. O envio das sementes ou mudas das fruteiras não é cobrado, já que serve apenas para testes. São feitos apenas contratos de validação agronômica. Se as cultivares se adaptarem ao país, no entanto, são feitos novos contratos, de licenciamento, com a empresa que fez os testes para que ela produza as sementes e as comercialize no mercado. A Embrapa, então, recebe royalties.
Raul explica que, além do recebimento de royalties, é levada em conta, ao avaliar um possível envio de material propagativo, também a questão de mercado. Ou seja, se estas frutas produzidas nestes outros países não vão concorrer com a exportação do Brasil. Isso, segundo o gerente, é avaliado juntamente com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, empresas e outros organismos da área. Até agora já foram enviados materiais propagativos de fruteiras para empresas da Espanha, Inglaterra, Chile, África do Sul, Peru e Barbados.
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