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Cúpula América do Sul - Países Árabes

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27/03/2009 - 07:01

Lula fará balanço positivo da relação com árabes

O presidente brasileiro deverá destacar os avanços ocorridos nos últimos anos durante a 2ª Cúpula América do Sul-Países Árabes, que vai ocorrer na terça e quarta-feira em Doha, no Catar.

Alexandre Rocha alexandre.rocha@anba.com.br
São Paulo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará uma avaliação positiva da aproximação com as nações do Oriente Médio e Norte da África na 2ª Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), que vai ocorrer em Doha, no Catar, no dia 31. A informação é do embaixador Gilberto Moura, chefe do Departamento de Mecanismos Regionais do Itamaraty e integrante da delegação do governo brasileiro que participará do encontro.

Ricardo Stuckert/PR Ricardo Stuckert/PR

Lula vai falar na abertura da cúpula

Lula é o coordenador regional na América do Sul da Aspa e foi o idealizador da iniciativa. Tanto que a primeira cúpula ocorreu em Brasília, em 2005. De acordo com Moura, na abertura da reunião o presidente brasileiro deverá fazer um balanço dos avanços ocorridos nas relações birregionais nos últimos quatro anos, dos planos de ação que foram criados, daquilo que já foi executado e do que ainda precisa ser implementado.

Segundo informações do Palácio do Planalto, foram realizadas 15 reuniões de ministros e funcionários de governos das duas regiões desde a primeira cúpula. Ocorreram encontros sobre economia, cultura, ciência e tecnologia, diplomacia, políticas sociais e meio ambiente e iniciados programas de cooperação nessas áreas.

No caso do Brasil, as relações comerciais com o mundo árabe passaram de US$ 8,2 bilhões em 2004, ano anterior à primeira cúpula, para US$ 20,2 bilhões em 2008, um aumento de 150%.

“[A apresentação do presidente] deverá ser uma avaliação positiva, pois a Aspa tem cumprido uma de suas principais funções, que é a aproximação”, declarou Moura. De acordo com o Planalto, Lula vai compor a mesa principal da cúpula junto com o emir do Catar, Hamad Bin Khalifa Al Thani, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, que ocupa a presidência rotativa da União das Nações Sul Americanas (Unasul), e o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa.

O encontro vai ocorrer logo após a Cúpula da Liga Árabe, que será realizada também em Doha. Por isso é esperada presença maciça de chefes de estado e de governo de países árabes. Segundo Moura, o lado sul-americano deverá ser representado pela maioria de seus presidentes. A reunião ocorre também dois dias antes da cúpula do G-20, programada para o dia 02 de abril, em Londres.

Nesse sentido, temas atuais da agenda internacional deverão ter um peso importante nos debates da Aspa, especialmente questões como a crise financeira internacional, tema da reunião do G-20, do qual Brasil, Argentina e Arábia Saudita fazem parte, e os conflitos no Oriente Médio, principalmente a questão da Palestina, que deverá será um dos assuntos principais do encontro da Liga Árabe, além da reforma de instituições multilaterais como a Organização das Nações Unidas (ONU).

Lula vai viajar acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho.

Fórum

Antes da cúpula será realizado, também em Doha, o Fórum Empresarial Brasil-Países Árabes, que conta com 132 inscritos do lado árabe e 114 da parte sul-americana. Entre as empresas brasileiras que vão participar estão grandes grupos como Marcopolo (veículos), Randon (veículos), Odebrecht (construção e petroquímica), Andrade Gutierrez (construção), Embraer (aviação), Avibrás (defesa), Vale do Rio Doce (mineração), Petrobras e Banco do Brasil. Os representantes da Marcopolo, Randon e Vale vão falar das experiências dessas companhias no mundo árabe.

A presença dos empresários brasileiros foi organizada pela embaixada do Brasil em Doha, Itamaraty e Câmara de Comércio Árabe Brasileira. O presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin, e o secretário-geral da entidade, Michel Alaby, vão ser palestrantes no seminário.

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