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22/07/2010 - 16:44

Oportunidades de negócios

Possibilidades de investimentos do Golfo são grandes

A avaliação é do assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. Ele disse que a delegação do Kuwait manifestou interesse em investimentos no Brasil.

Alexandre Rocha, enviado especial alexandre.rocha@anba.com.br
Brasília – Após o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o primeiro-ministro do Kuwait, Nasser Al-Sabah, hoje (22), em Brasília, o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse que a delegação kuwaitiana manifestou interesse em investimentos no Brasil.

De acordo com ele, possibilidades específicas “serão explicitadas nas conversas com empresários”. “Eu queria chamar a atenção que eles têm uma espécie de ‘PAC’ kuwaitiano, disse, fazendo uma comparação com o Programa de Aceleração do Crescimento do governo brasileiro.

O país árabe aprovou este ano a implementação de um plano quinquenal de desenvolvimento que prevê investimentos de US$ 25 bilhões ao ano. “Portanto, as possibilidades de participação de brasileiros nas obras no Kuwait e também de participação de investimentos kuwaitianos aqui no Brasil, em áreas como alimentação e outras, são muito, muito grandes”, acrescentou Garcia.

Ele disse também que o país árabe pode ser parceiro em obras para a Copa do Mundo de 2014, já que “como todos os países do Golfo eles têm uma fixação muito grande com o futebol”. Para Garcia, a visita da delegação de representantes do governo e do setor privado do Kuwait, liderada pelo primeiro-ministro, “tem uma relevância enorme do ponto de vista econômico, comercial e de investimentos”.

Garcia disse ainda que Sabah “felicitou explicitamente” o governo brasileiro por ter negociado, junto com a Turquia, um acordo com Irã sobre o programa nuclear do país persa, embora a negociação não tenha evitado novas sanções aos iranianos pelo Conselho de Segurança da ONU. “Eles disseram que têm uma relação excelente com o Irã e que gostariam que, efetivamente, as iniciativas que o Brasil e a Turquia tomaram pudessem prosperar”, declarou.

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