Oriente-se
16/07/2010 - 16:00
A grande árvore dos Duailibi
As pessoas de sobrenome Duailibi contam com um centro para pesquisar as origens da sua família. O projeto, do publicitário Roberto Duailibi, tem sede, site e inúmeras histórias registradas.
Denise coordena o Centro de Estudo de Imigração Libanesa
O projeto tem uma sede bem estruturada, no bairro do Morumbi, e atualmente se chama Centro de Estudos da Imigração Libanesa. Apesar de ter como principal foco a pesquisa dos Duailibi, o centro também se debruça sobre a imigração de libaneses para o Brasil de maneira geral. Mas a grande ação do projeto é o registro das histórias dos imigrantes Duailibi e seus descendentes, o que é feito sob o nome "Family D". Elas são coletadas oralmente, em entrevistas, ou enviadas por escrito por seus próprios donos, e estão todas arquivadas na sede do centro, sob os cuidados da coordenadora, a jornalista Denise Crispim. Também estão à disposição no site do projeto, o www.familyd.net, que funciona como um canal de comunicação com a comunidade.
Em Campo Grande: uma família em 1925
O centro também tem, além das histórias familiares, livros sobre a imigração libanesa. De acordo com Denise, há cerca de cinco mil obras, que podem ser lidas na própria sede ou feitas cópias de até 15%. A equipe do centro também é responsável por abastecer o site da embaixada do Líbano no Brasil e por projetos eventuais. Atualmente, conta a coordenadora, está sendo feito um livro de crônicas de mulheres de origem libanesa que vivem no Brasil.
Para chegar até a árvore genealógica da família, que está no site do projeto, o caminho foi longo. Começou com a pesquisa de Roberto Duailibi, nos anos 70, sobre as origens da sua família. “Além de publicitário, o Roberto também é sociólogo e aplicou o seu conhecimento sobre formação de redes, de que de uma pessoa se chega à outra, para a pesquisa”, diz Denise. Primeiramente foi contratada apenas uma jornalista, para enviar questionários e saber onde estavam os Duailibi. Nos anos 80, com a chegada de um volume grande de material, o projeto ganhou uma sede, em um apartamento de Roberto, em Santo Amaro.
Roberto Duailibi (dir.) entre a família
Hoje, o centro tem entre os funcionários, além da coordenadora, uma bibliotecária, uma web master e uma diretora de arte. A estrutura e o projeto são bancados por Roberto Duailibi. E aliás, a pesquisa conclui que os Duailibi, Douailibi, Duailib, Dualibe, Dualib, entre outras derivações, são todas da mesma família. Isso porque cada nome era registrado conforme o escrivão entendia o som, quando os imigrantes iam chegando nos portos. O nome mais próximo do árabe, no entanto, explica a coordenadora, é Dawalibi.
E quem são eles? Segundo Denise, estão espalhados por todo o Brasil. Mas vieram de Zahle, no Líbano, principalmente entre 1880 e 1910, e 1945 e 1960. A maioria vendeu lá suas terras e, diferente dos europeus, chegou no Brasil com algum dinheiro para entrar no comércio. Foram para cidades onde o setor não era tão desenvolvido, nos estados, por exemplo, do Maranhão e Mato Grosso, e ali estabeleceram suas famílias e conquistaram riquezas. Mandaram os filhos de volta, porém, para Rio de Janeiro e São Paulo, onde eles próprios desembarcaram, para que pudessem estudar. Tanto que na segunda geração já eram abundantes os profissionais liberais, como médicos, engenheiros, publicitários, entre outros. E ainda imigram para o Brasil quando algum conflito assola a região.
Contato:
Centro de Estudos da Imigração Libanesa
Site: www.familyd.net
Telefone: +55 (11) 3654 0432
E-mail: denisecrispim@familyd.net
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