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25/03/2010 - 23:24hs
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'Nós nos sentimos árabes', diz Lula

Durante jantar em sua homenagem, presidente destacou boas relações comerciais entre o Brasil e o mundo árabe e pediu a paz no Oriente Médio.



São Paulo - "Não existe um povo que trate tão bem os imigrantes como o brasileiro”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem, quinta-feira (25), quando participou do jantar em celebração ao Dia Nacional da Comunidade Árabe no Brasil, promovido pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira no Clube Monte Líbano, em São Paulo. Além de exaltar as boas relações entre as duas comunidades, Lula ainda defendeu o debate em torno da paz entre judeus e palestinos no Oriente Médio, reforçando que essa atitude não deve ficar a cargo apenas das grandes potências, como os Estados Unidos.

Sérgio Tomisaki/Agência Meios
Sérgio Tomisaki/Agência Meios

Lula: diversificação do comércio ajudou na crise



Junto com a comemoração da data, o evento foi uma retribuição da Câmara ao empenho de Lula em estreitar as relações entre o Brasil e os países árabes, já que ele foi o primeiro chefe de estado brasileiro a viajar para a região. Antes dele, apenas Dom Pedro II havia feito o mesmo roteiro. Desde o início do governo Lula, ou seja, entre 2003 e 2009, o volume de negócios entre o país e o mundo árabe cresceu 167% .

O presidente falou de improviso e destacou a integração dos imigrantes árabes e seus descendentes no Brasil. “Nós nos sentimos árabes como vocês. Essa homenagem se aplica a todos vocês”, afirmou. No meio de seu discurso, Lula destacou a presença da presidente honorária da Sociedade Beneficiente de Senhoras, que administra o Hospital Sírio-Libanês, Violeta Jafet, de 102 anos, no evento. “Ninguém representa mais o significado da comunidade árabe no Brasil do que você”.

Ao reforçar a importância das relações comerciais com o Oriente Médio, Lula lembrou que a diversificação do comércio exterior ajudou o país a superar a crise econômica do ano passado. “Sem isso, teríamos afundado”, explicou. Ainda nessa linha de maior participação na cena internacional, o presidente afirmou que questões como a paz entre árabes e judeus não passa apenas pelas ações dos países ricos. “A paz no Oriente Médio não depende dos Estados Unidos”, disse. “O problema está mal encaminhado. Não haverá paz enquanto não colocarmos os envolvidos numa mesa e começarmos a discutir”, afirmou.

As declarações sobre a paz foram encerradas com a citação da situação do Irã. “Não quero que se repita no Irã o que aconteceu com o Iraque”, disse. “As grandes potências inventaram a mentira das armas químicas e até agora ninguém mostrou nada”.

No evento, Lula recebeu o Grande Colar da Ordem do Mérito da Câmara de Comércio Árabe Brasileira das mãos de seu presidente, Salim Schahin. E ainda foi presenteado com um exemplar do Alcorão traduzido para o português, com "A Grande Faixa", comenda entregue pela primeira vez a uma autoridade brasileira, que ele recebeu do arcebispo metropolitano da Igreja Ortodoxa em São Paulo, Damaskinos Mansour, e com um presente do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil. Já a primeira-dama, Marisa Letícia, recebeu uma benção na forma de ícone de Nossa Senhora.

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