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08/01/2010 - 13:47hs
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Área de TI cresce mais que o PIB do Brasil

Segundo estimativas da associação de empresas do ramo, o setor cresceu de 6% a 7% no ano passado e teve faturamento de US$ 140 bilhões. Até as exportações aumentaram.



Rio de Janeiro - O setor brasileiro de tecnologia da informação (TI) cresceu em 2009 “acima do que se poderia imaginar”, disse hoje (08) à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira das Empresas de TI e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil. Dados preliminares divulgados pela entidade indicam que o setor cresceu acima da economia, mostrando expansão de 6% a 8%.

“O volume de faturamento também foi robusto”, disse Gil. Ele estimou que somente o setor de TI, excluindo telecomunicações, deve ter faturado cerca de US$ 65 bilhões, “o que faz com que o Brasil seja, provavelmente, o oitavo maior mercado de TI do mundo”. Incluindo telecomunicações, o faturamento do setor deve se aproximar de US$ 140 bilhões, “o que vai representar de 7% a 8% do Produto Interno Bruto (PIB)”, que é a soma dos bens e serviços produzidos no país.

No que se refere às exportações, a Brasscom espera que as operações tenham alcançado US$ 3 bilhões, revelando aumento em relação aos US$ 2,2 bilhões exportados no ano anterior. Antonio Gil destacou, porém, que o crescimento “ainda é pequeno frente aos US$ 50 bilhões de exportação [de sofwares, isto é, programas de computador, e de serviços de TI] da Índia”.

Antonio Gil informou que a tendência do setor é se deslocar para o interior do país, em particular para o Nordeste. Locais como Recife, Salvador, Campina Grande e Fortaleza, além de Curitiba e o interior paulista, são atrativos. “A competência brasileira está totalmente difundida pelo país. Mas, no interior, existe um interesse muito grande de atrair empresas desse setor”, afirmou.

Várias prefeituras têm procurado a Brasscom interessadas em sediar empresas de TI. Para isso, oferecem benefícios, como redução de Imposto sobre Serviços (ISS) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), “às vezes colocando facilidades à disposição das empresas que queiram se instalar ali. Então, você vai ter um grande desenvolvimento fora dos grandes centros do Rio de Janeiro e São Paulo, que são muito caros”, acrescentou Gil.

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